"(...)Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti. " Alexandre O´Neill
quinta-feira, julho 08, 2010
Tentação
Sinto que, cada vez mais, há tentações que são difíceis de encarar... um voltar as costas parece bastante simples quando não se tem coragem, sentimentos ou, simplesmente, vontade de reconhecer a vontade de querer...
sexta-feira, abril 30, 2010
Os caminhos são diversos, o inevitável é sempre a despedida.
O que importa é que estará comigo ainda que distante, ainda que me esqueça.
Seguramente estávamos esperando um pelo outro, mas a fantasia do destino fez com que nos encontrássemos muito cedo ou tarde demais.
Espero que saibas esperar a vida que está em cada momento, em cada um de nós, e que o amor logo baterá à tua porta. Guardamos connosco o eterno desejo de reencontro, porque o nosso desencontro, é a promessa que encontraremos um pedaço de nós em cada novo romance...
Porque o nosso encontro não terminou quando nosso último abraço morreu..."
in net
terça-feira, outubro 06, 2009
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,

E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar."
Alberto Caeiro
terça-feira, junho 30, 2009
PARABÉNS ATRASADOS!
quinta-feira, junho 25, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
domingo, maio 17, 2009
quinta-feira, abril 09, 2009
Bailarina

"Gira a bailarina
Na caixa de música
Lívida menina
Rodando, rodando...
Num pequeno círculo
De ouro e de espelho
Escrava do delicado
Mecanismo
Pálida e suave
Em seu bailado frívolo
Quantas vidas passa
Dançando, dançando...
Com a orgulhosa pose
De uma estirpe distante
Finita num infinito
Narcisismo
Roda a bailarina
A sua sina
De tonta
Guardiã de jóias e segredos
De família
Com a roupinha de balé
Com a sapatilha
Relíquia de passar
De mãe pra filha
Ela se persegue
Em seu passeio lúdico
Presa na caixinha
Girando, girando, girando..."
sábado, março 21, 2009
"Helen, a menina do silêncio e da noite"

"Esta é uma história verdadeira.
Há cem anos, na América, nascia uma menina loira. O pai e a mãe estavam muito felizes.
Chamaram-lhe Helen Keller. Helen é um bonito nome.
Por volta dos dezoito meses, Helen adoeceu. E, quando ficou boa, os pais aperceberam-se de que ela já não via nem ouvia nada. Tinha-se tornado cega e surda.
Entretanto, crescia, brincava, comia e corria, como as outras crianças; só que não se lhe podia explicar, dizer ou mostrar nada.
Nós que vemos, sabemos que o céu é azul, vemos o sorriso da Mamã e do Papá, vemos os animais e tudo o que se passa em nossa casa, lá fora, na rua, nos campos e por todo o lado.
Helen não via nada.
Nós que ouvimos, ouvimos a voz dos nossos pais, ouvimos baterem à porta, ouvimos o ruído dos carros e ouvimos música.
Helen não ouvia nada.
Em todo o lado, ouvimos sempre qualquer coisa, mesmo à noite, quando dormimos.
Quando se é surdo, não se compreende o que dizem as pessoas, por que é que se riem, por que se zangam, por que falam.
Não podemos repetir as palavras, para aprender o nome das coisas.
Não podemos falar para perguntarmos o que queremos.
E, sobretudo, não temos palavras para pensar.
Os que são apenas cegos têm ouvidos para ouvir e perceber o que se passa à sua volta.
Os que são apenas surdos, têm olhos para ver e compreender o que se passa ao seu redor.
Mas ser ao mesmo tempo surdo e cego, é terrível! É como se estivéssemos sempre sós no silêncio e na noite.
Helen estava assim, completamente só no silêncio e na noite.
Os pais não sabiam o que fazer para lhe explicar as coisas. Muitas vezes Helen enfurecia-se e partia tudo o que encontrava, rasgava as roupas, comia com as mãos e atirava o prato ao chão; batia na irmã mais nova e gritava.
Então os pais choravam porque não sabiam o que fazer para lhe ensinar o que ela não sabia, e para lhe fazer compreender que a amavam muito.
Helen estava muito triste. Muitas vezes, ficava sentada no chão e chorava o dia inteiro. Helen estava só no silêncio e na noite e sentia-se muito infeliz.
Os pais deixavam-lhe fazer tudo o que ela queria. Nunca a castigavam, e Helen era ainda mais infeliz.
Quando fez sete anos, os pais tiveram uma boa ideia: pediram a uma professora para vir morar com eles. Chamava-se Ann Sullivan e tinha dezoito anos. Já tinha sido cega, mas fora operada e agora via.
Estava decidida a ajudar crianças cegas.
Conhecia muitos jogos para cegos. Mas Helen era cega e surda, e Ann não sabia se conseguiria vir a "falar" com Helen.
A princípio, Helen era muito mazinha com a sua professora e não queria aprender nada. Não gostava de ser mandada porque estava habituada a fazer tudo o que queria.
Mas Ann era muito paciente. Ensinou-lhe muitas coisas: enfiar pérolas, tricotar e coser. Separar os objectos redondos dos quadrados, e os duros dos moles. E, pouco a pouco, Helen tornou- -se gentil e asseada. Não se podia servir dos olhos nem dos ouvidos, mas tentava compreender muitas coisas com as mãos. E foi com as suas mãos que Helen aprendeu a falar.
Um dia, Ann, tocando-lhe nas mãos, fe-la compreender, enfim, que lhe ensinava, deste modo, o nome das coisas. Percebeu, assim, que tudo tinha um nome: as coisas, os animais, as pessoas.
Aprendeu o seu nome, "Helen", e "Papá" e "Mamã" e "Professora". E quando Helen tocava com as suas mãos nas do pai, dizendo Papá, ele chorava de alegria. Era formidável.
Então, Helen aprendeu a ler seguindo com os dedos as letras para os cegos. E, mais tarde, conseguiu falar com a sua voz; mas era muito difícil, porque não ouvia o que dizia.
Helen era muito inteligente e aprendia depressa. Queria saber tudo. Foi à escola com Ann, que a acompanhava para todo o lado e lhe dizia, com as mãos, tudo o que diziam as professoras. E Helen fazia os trabalhos de casa na sua máquina de escrever. Tornou-se tão inteligente que passou num exame difícil em que nenhuma rapariga do seu país tinha conseguido passar.
Helen tornou-se célebre e todos queriam conhecê-la.
Viajou muito. Foi a todos os países explicar às pessoas que era preciso ocuparem-se das crianças surdas e cegas, porque elas também podiam compreender, aprender como ela, e serem felizes.
Helen sabia que tinha tido muita sorte: tinha uns pais que a amavam, e que haviam podido pagar uma professora só para ela. E, sobretudo, tinha Ann, que era muito inteligente e paciente.
Helen gostaria que todas as crianças cegas e surdas fossem ajudadas e amadas como ela foi.
Agora, graças a Helen Keller e a Ann Sullivan, sabemos ocupar-nos melhor de crianças que não vêem e que não ouvem."
in: internet.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Surpresa!
- Hoje deu-me para isso... recordar as cores que te
envolviam, os sons que te caracterizavam, os sorrisos que, numa melodia arrepiavam.
sexta-feira, outubro 17, 2008
Entre la tierra y lo cielo
http://www.youtube.com/watch?v=ttOkm1DUGg8
Yo siento que me provocas,
aunque no quieras hacerlo,
esta grabado en tu boca,
a rojo vivo el deseo.
Y casi puedo tocarte,
como una fruta madura,
presientoque voy a amarte,
mas alla de la locura.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
y por el suelo nuestra ropa,
suave gota a gota,
voy a emborracharte de pasion.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
voy a dejar por tus rincones pajaros y flores,
como una semilla de pasion.
Ahora te sueltas el pelo,
y asi descalza caminas,
voy a morder el ansuelo,
pues quiero lo que imaginas.
Cuando se cae tu vestido,
como una flor por el suelo,
no existe nada prhibido,
entre la tierra y el cielo.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
y por el suelo nuestra ropa,
suave gota a gota,
voy a emborracharte de pasion.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
voy a dejar por tus rincones pajaros y flores,
como una semilla de pasion.
Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
terça-feira, agosto 05, 2008
sábado, junho 07, 2008
Sinto-me tão triste…tão ostracizada… tão … tudo!
Há momentos que nem sei por onde olhar, respirar.
A sensação de solidão invade-me dia após dia…e no entanto, tenho tanto amor, carinho, compreensão à minha volta.
A realidade é um estar. A fantasia…, essa, está cada vez mais a esvair-se num mundo que espero que tenha retorno. A minha criança quer ser!
O sorriso exterior !! Quando há lágrimas que choram por dentro e que não acalmam o meu viver.
A preocupação que persiste em insultar-me todos os dias…
Não basta dizer CHEGA! Não chega…
quarta-feira, março 19, 2008
Nua....
Despi-me de roupa, experiência e saberes
Despi-me de tudo e olhei-me
Vi um reflexo da saudade
Vi uma tormenta complexada pairando sobre mim.
Tirei o véu e acabei por desnudar-me
Vi uma criança feliz
Que salta ao lado de outras, simplesmente audaz
Na loucura de querer viver, de querer saber
De querer amar, de querer voltar a nascer.
Vi lugares, sítios, situações, paraísos, pessoas
Que já não voltam mais …
Vi lembranças, recordações, altares
Acabei por ver o meu…onde me escondo e …
Não! Não vou ainda vestir-me!
Alegria, saudade, felicidade
Vi ninhos de passarinhos recém-chegados a chilrear
Oliveiras, amemdoeiras e videiras
Coelhos, galinhas, vacas e cobras…
Vi cordas…
Brincadeiras cujo limite era o céu.
Vesti-me de azul…
Continuei o meu trajecto que me pareceu infindável
As mágoas, traições, risos, primeiras saídas
Onde a noite me vestiu de negro.
Ainda me continua a acompanhar com o seu longo manto preto
Que me cobre por completo, onde me torno um ser indelével
Repleto de ansiedade, ternura e carinho
Medos, escuridão

Lembrando-me que já estou vestida…
Olho-me… vejo-me
Sinto a saudade voltar…
Saudades… de MIm!
sábado, fevereiro 09, 2008
15 de dezembro de 1982
(...) começar o dia assim: desenhando passos circulares na lama da azinhaga.cães, cheiro a estrume, a solidão paga-se logo de manhã cedo, como uma chuva que nos fustiga...
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Há dias... e dias!
Desde o entender-me até ao entender os outros com quem lido diariamente.
Tenho denotado em mim uma certa impaciência e compreensão para com os anteriormente mencionados. Quero-os muito mas não impele a insatisfatez de os "ter" de vomitar à terça-feira.
Ora bolas... mas que coisa de ...
Ainda ontem disse: "Se me aparecesse um emprego diferente, com perspectivas de futuro e sem impostos...mudava de profissão!"
Alguém sabe?Alguém conhece? Alguém ??
Não faz mal. Seja o que acontecer.;)

