"(...)Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti. " Alexandre O´Neill
terça-feira, junho 30, 2009
PARABÉNS ATRASADOS!
embalando e seduzindo a tua pessoa em ti!
quinta-feira, junho 25, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
domingo, maio 17, 2009
quinta-feira, abril 09, 2009
Bailarina

"Gira a bailarina
Na caixa de música
Lívida menina
Rodando, rodando...
Num pequeno círculo
De ouro e de espelho
Escrava do delicado
Mecanismo
Pálida e suave
Em seu bailado frívolo
Quantas vidas passa
Dançando, dançando...
Com a orgulhosa pose
De uma estirpe distante
Finita num infinito
Narcisismo
Roda a bailarina
A sua sina
De tonta
Guardiã de jóias e segredos
De família
Com a roupinha de balé
Com a sapatilha
Relíquia de passar
De mãe pra filha
Ela se persegue
Em seu passeio lúdico
Presa na caixinha
Girando, girando, girando..."
sábado, março 21, 2009
"Helen, a menina do silêncio e da noite"

"Esta é uma história verdadeira.
Há cem anos, na América, nascia uma menina loira. O pai e a mãe estavam muito felizes.
Chamaram-lhe Helen Keller. Helen é um bonito nome.
Por volta dos dezoito meses, Helen adoeceu. E, quando ficou boa, os pais aperceberam-se de que ela já não via nem ouvia nada. Tinha-se tornado cega e surda.
Entretanto, crescia, brincava, comia e corria, como as outras crianças; só que não se lhe podia explicar, dizer ou mostrar nada.
Nós que vemos, sabemos que o céu é azul, vemos o sorriso da Mamã e do Papá, vemos os animais e tudo o que se passa em nossa casa, lá fora, na rua, nos campos e por todo o lado.
Helen não via nada.
Nós que ouvimos, ouvimos a voz dos nossos pais, ouvimos baterem à porta, ouvimos o ruído dos carros e ouvimos música.
Helen não ouvia nada.
Em todo o lado, ouvimos sempre qualquer coisa, mesmo à noite, quando dormimos.
Quando se é surdo, não se compreende o que dizem as pessoas, por que é que se riem, por que se zangam, por que falam.
Não podemos repetir as palavras, para aprender o nome das coisas.
Não podemos falar para perguntarmos o que queremos.
E, sobretudo, não temos palavras para pensar.
Os que são apenas cegos têm ouvidos para ouvir e perceber o que se passa à sua volta.
Os que são apenas surdos, têm olhos para ver e compreender o que se passa ao seu redor.
Mas ser ao mesmo tempo surdo e cego, é terrível! É como se estivéssemos sempre sós no silêncio e na noite.
Helen estava assim, completamente só no silêncio e na noite.
Os pais não sabiam o que fazer para lhe explicar as coisas. Muitas vezes Helen enfurecia-se e partia tudo o que encontrava, rasgava as roupas, comia com as mãos e atirava o prato ao chão; batia na irmã mais nova e gritava.
Então os pais choravam porque não sabiam o que fazer para lhe ensinar o que ela não sabia, e para lhe fazer compreender que a amavam muito.
Helen estava muito triste. Muitas vezes, ficava sentada no chão e chorava o dia inteiro. Helen estava só no silêncio e na noite e sentia-se muito infeliz.
Os pais deixavam-lhe fazer tudo o que ela queria. Nunca a castigavam, e Helen era ainda mais infeliz.
Quando fez sete anos, os pais tiveram uma boa ideia: pediram a uma professora para vir morar com eles. Chamava-se Ann Sullivan e tinha dezoito anos. Já tinha sido cega, mas fora operada e agora via.
Estava decidida a ajudar crianças cegas.
Conhecia muitos jogos para cegos. Mas Helen era cega e surda, e Ann não sabia se conseguiria vir a "falar" com Helen.
A princípio, Helen era muito mazinha com a sua professora e não queria aprender nada. Não gostava de ser mandada porque estava habituada a fazer tudo o que queria.
Mas Ann era muito paciente. Ensinou-lhe muitas coisas: enfiar pérolas, tricotar e coser. Separar os objectos redondos dos quadrados, e os duros dos moles. E, pouco a pouco, Helen tornou- -se gentil e asseada. Não se podia servir dos olhos nem dos ouvidos, mas tentava compreender muitas coisas com as mãos. E foi com as suas mãos que Helen aprendeu a falar.
Um dia, Ann, tocando-lhe nas mãos, fe-la compreender, enfim, que lhe ensinava, deste modo, o nome das coisas. Percebeu, assim, que tudo tinha um nome: as coisas, os animais, as pessoas.
Aprendeu o seu nome, "Helen", e "Papá" e "Mamã" e "Professora". E quando Helen tocava com as suas mãos nas do pai, dizendo Papá, ele chorava de alegria. Era formidável.
Então, Helen aprendeu a ler seguindo com os dedos as letras para os cegos. E, mais tarde, conseguiu falar com a sua voz; mas era muito difícil, porque não ouvia o que dizia.
Helen era muito inteligente e aprendia depressa. Queria saber tudo. Foi à escola com Ann, que a acompanhava para todo o lado e lhe dizia, com as mãos, tudo o que diziam as professoras. E Helen fazia os trabalhos de casa na sua máquina de escrever. Tornou-se tão inteligente que passou num exame difícil em que nenhuma rapariga do seu país tinha conseguido passar.
Helen tornou-se célebre e todos queriam conhecê-la.
Viajou muito. Foi a todos os países explicar às pessoas que era preciso ocuparem-se das crianças surdas e cegas, porque elas também podiam compreender, aprender como ela, e serem felizes.
Helen sabia que tinha tido muita sorte: tinha uns pais que a amavam, e que haviam podido pagar uma professora só para ela. E, sobretudo, tinha Ann, que era muito inteligente e paciente.
Helen gostaria que todas as crianças cegas e surdas fossem ajudadas e amadas como ela foi.
Agora, graças a Helen Keller e a Ann Sullivan, sabemos ocupar-nos melhor de crianças que não vêem e que não ouvem."
in: internet.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Surpresa!
- Hoje deu-me para isso... recordar as cores que te
envolviam, os sons que te caracterizavam, os sorrisos que, numa melodia arrepiavam.
sexta-feira, outubro 17, 2008
Entre la tierra y lo cielo
http://www.youtube.com/watch?v=ttOkm1DUGg8
Yo siento que me provocas,
aunque no quieras hacerlo,
esta grabado en tu boca,
a rojo vivo el deseo.
Y casi puedo tocarte,
como una fruta madura,
presientoque voy a amarte,
mas alla de la locura.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
y por el suelo nuestra ropa,
suave gota a gota,
voy a emborracharte de pasion.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
voy a dejar por tus rincones pajaros y flores,
como una semilla de pasion.
Ahora te sueltas el pelo,
y asi descalza caminas,
voy a morder el ansuelo,
pues quiero lo que imaginas.
Cuando se cae tu vestido,
como una flor por el suelo,
no existe nada prhibido,
entre la tierra y el cielo.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
y por el suelo nuestra ropa,
suave gota a gota,
voy a emborracharte de pasion.
Voy a comerte el corazon a besos,
a recorrer sin limites tu cuerpo,
voy a dejar por tus rincones pajaros y flores,
como una semilla de pasion.
Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
terça-feira, agosto 05, 2008
sábado, junho 07, 2008
Sinto-me tão triste…tão ostracizada… tão … tudo!
Há momentos que nem sei por onde olhar, respirar.
A sensação de solidão invade-me dia após dia…e no entanto, tenho tanto amor, carinho, compreensão à minha volta.
A realidade é um estar. A fantasia…, essa, está cada vez mais a esvair-se num mundo que espero que tenha retorno. A minha criança quer ser!
O sorriso exterior !! Quando há lágrimas que choram por dentro e que não acalmam o meu viver.
A preocupação que persiste em insultar-me todos os dias…
Não basta dizer CHEGA! Não chega…
quarta-feira, março 19, 2008
Nua....
Despi-me de roupa, experiência e saberes
Despi-me de tudo e olhei-me
Vi um reflexo da saudade
Vi uma tormenta complexada pairando sobre mim.
Tirei o véu e acabei por desnudar-me
Vi uma criança feliz
Que salta ao lado de outras, simplesmente audaz
Na loucura de querer viver, de querer saber
De querer amar, de querer voltar a nascer.
Vi lugares, sítios, situações, paraísos, pessoas
Que já não voltam mais …
Vi lembranças, recordações, altares
Acabei por ver o meu…onde me escondo e …
Não! Não vou ainda vestir-me!
Alegria, saudade, felicidade
Vi ninhos de passarinhos recém-chegados a chilrear
Oliveiras, amemdoeiras e videiras
Coelhos, galinhas, vacas e cobras…
Vi cordas…
Brincadeiras cujo limite era o céu.
Vesti-me de azul…
Continuei o meu trajecto que me pareceu infindável
As mágoas, traições, risos, primeiras saídas
Onde a noite me vestiu de negro.
Ainda me continua a acompanhar com o seu longo manto preto
Que me cobre por completo, onde me torno um ser indelével
Repleto de ansiedade, ternura e carinho
Medos, escuridão

Lembrando-me que já estou vestida…
Olho-me… vejo-me
Sinto a saudade voltar…
Saudades… de MIm!
sábado, fevereiro 09, 2008
15 de dezembro de 1982
(...) começar o dia assim: desenhando passos circulares na lama da azinhaga.cães, cheiro a estrume, a solidão paga-se logo de manhã cedo, como uma chuva que nos fustiga...
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Há dias... e dias!
Desde o entender-me até ao entender os outros com quem lido diariamente.
Tenho denotado em mim uma certa impaciência e compreensão para com os anteriormente mencionados. Quero-os muito mas não impele a insatisfatez de os "ter" de vomitar à terça-feira.
Ora bolas... mas que coisa de ...
Ainda ontem disse: "Se me aparecesse um emprego diferente, com perspectivas de futuro e sem impostos...mudava de profissão!"
Alguém sabe?Alguém conhece? Alguém ??
Não faz mal. Seja o que acontecer.;)
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Um Bom Ano
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Já venho
quarta-feira, novembro 07, 2007
Publico este anúncio pois fiquei extremamente chocada...Certo dia, um certo animal (ou terei pensado em dizer anormal?), que se auto intitula de artista, lembrou-se de ir resgatar um cão, vadio, à rua e expô-lo, aprisionado, numa galeria de arte. Até aqui tudo bem, digo eu.Ora, continuaria tudo bem se o dito cão fosse alimentado, mas em vez disso foi deixado morrer à fome, perante os olhares dos visitantes e, como que para fazer inveja ao bicho, escrito numa das paredes da galeria com biscoitos para cão, um texto algo polémico.Este animal, o tal “artista”, responde pelo nome de Guillermo Habacuc Vargas e fez este “belo trabalho” em Agosto de 2007, na Galeria Códice, em Manágua.Este “artista” está nomeado a participar na Bienal Centro-America de Arte em 2008. Existe uma petição para que seja excluído da lista de participantes.Fê-lo em nome da “arte”, diz ele, que foi para despertar as pessoas para os animais vadios e com fome.Qualquer dia aparece por aí outra besta e tem a ideia de colocar uma criança numa galeria a morrer de fome, para chamar a atenção para a fome em Africa, ou anda para aí nas galerias a matar pessoas, para chamar a atenção para a sociedade violenta em que vivemos. Seria exactamente a mesma coisa!Podem ver o animal em questão, no blog El Perrito Vive ( http://elperritovive.blogspot.com/2007/10/el-perrito-vive.html ).Podem e devem participar na petição online (http://www.petitiononline.com/13031953/ ).
Até pode ser que nada aconteça, mas se as pessoas se calarem é que não acontece mesmo nada!
sábado, outubro 20, 2007
"...Ancorar..."
Numa âncora que surge entre nós
Onde a areia escapa entre os nós
Em que a fatecha desgarra os prós... ~
Num infortúnio desatino naufragado
Onde o tudo se estende entre o nada "desalvorado"
Fique resguardada entre a paz... e a sós
sexta-feira, outubro 12, 2007
Uma das músicas que me estremece...


