
"(...)Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti. " Alexandre O´Neill
sexta-feira, outubro 12, 2007
Uma das músicas que me estremece...

sábado, setembro 22, 2007
...
quinta-feira, setembro 20, 2007
"Admirar-Te"
domingo, setembro 09, 2007
Pensativa...

Se eu fosse uma árvore seria um sobreiro, que aguenta demasiadas exposições ao mundo exterior e mantem-se inerte
S eu fosse um símbolo químico seria enxofre... vá lá saber-se o porquê: não-metal,sólido,combustível (uii), que se encontra no estado livre em áreas vulcânicas e em depósitos subterrâneos:))
Se eu fosse um animal seria uma cadela, sempre fiel aos seus donos, além de meiga, companheira, brincalhona(são as qualidades da minha Maria)!
Se eu fosse uma música seria "Foi Deus", imortalizada pela nossa Amália Rodrigues. Sensibiliza-me sempre que a oiço e fico em pele de galinha...começa sempre a subir-me e a "asfixiar-me".
Se eu fosse um carro seria um da Marca Ford...se preferível, um autocarro. Lembro-me de, quando tinha 15 anos desejar "crescer" para tirar a carta, para poder passear os meus amigos. Nunca fui muito ligada a carros... quem sabe se um dia não terei a desejada carrinha familiar;))?
Se eu fosse uma palavra seria Aventura...meto-me em cada uma...rs
Se eu fosse um gesto seria uma cabeçada. Há dias que só me apetece dar cabeçadas em tudo e em todos!
Se eu fosse uma profissão seria ministra.Olá, se seria. Ganhar bem, sair cedo…
Se eu fosse um livro seria a colectânea do Harry Potter.
Se eu fosse uma estação do ano seria Inverno. Coisa que mais gosto é ficar na cama a ouvir a chuva lá fora e euno quentinho!:)
Se eu fosse uma figura mítica seria a fada Oriana;))
Se eu fosse uma comida seria um belo bacalhau. Adoro bacalhau. De todas as maneiras.
Se eu fosse a personagem de um conto seria o Simba.
Se eu fosse um líder seria Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama...
Se eu fosse uma peça de imobiliário seria um candeeiro- dá sempre à luz ...rs
Se eu fosse um elemento da natureza seria, sem dúvida nenhuma, a água, a qual associo sempre ao mar: respeitoso, magestoso...e não consigo viver longe dele.
Já está!:)Não passo o desafio a mais ninguém que não sejam as cabras, Gira e BB... Pode ser que tenham paciência!*
sábado, setembro 08, 2007
Saudades de Mim

Esmerei-me...esperei-me
Após uma longa caminhada de desesperança
Encontrei-me... perdida em algures sem sentido
Onde a omissão contínua de sentimentos insistia
Em ficar...
Persistia em repousar em mim
Em que me encurralava.
Encontrei-me e já tinha saudades de mim
Daquele riso frenético de menina-mulher
Muitas vezes escondido atrás de uma lágrima.
Revi-me nos tópicos mais desconcertantes do meu "ser"
Mas encontrei-me.
Saudades de mim... Eu tinha.
Agora quero-me a mim...
Quero ser egoísta e possessiva.
Encontrei-me, por fim...
Meu anjo... devo-te o caminho que me orientas...
Meu anjo... devo-te a luz que me iluminas
Meu anjo... estou aqui...
OBRIGADA!<
sábado, junho 30, 2007
सो परा मिम
quinta-feira, junho 14, 2007
Fronteiras
Serialismo...
"De facto, o próprio dodecafonismo é, às vezes, chamado também de serialismo. Portanto, para evitar ambiguidades, usa-se a denominação serialismo dodecafônico ou simplesmente dodecafonismo para fazer referência àquele, sendo o serialismo propriamente denominado preferencialmente serialismo integral.
A diferença entre os dois sistemas está em que o serialismo integral, no limite, se baseia na série para ordenar todos os parâmetros do som em uma peça. Desse modo, duração, timbre, altura e intensidade são, todos eles, definidos a partir de uma série, que nesse caso, em geral se organiza como uma série de razões do tipo 2:3:7:5:1 etc." Seriar é o que não faço...todos os dias;). Deveria fazer. Este tipo de composição fascina-me...
Para que se compreenda em que se baseia o serialismo integral, é necessário voltar, por um lado, ao dodecafonismo e, por outro, ao ambiente intelectual-musical parisiense do pós-Segunda Guerra.
No dodecafonismo, uma série para as doze notas da escala cromática é estabelecida preliminarmente à composição da peça - às vezes ela pode ser construída a partir de uma melodia criada pelo compositor, mas isso, além de ser menos comum, de certo modo oferece menos garantias em relação às possibilidades composicionais que ela pode oferecer. De fato, a série é considerada um material pré-composicional e é ela quem vai servir para estruturar e dar coerência à peça, além de ser ela a garantia de que não se criará uma polarização em torno de alguma das notas. Este aspecto da técnica, em geral menos difundido, foi explicado por Anton Webern nas conferências que deram origem a "O Caminho para a Música Nova" e é o que permite compreender a afirmação de Schoenberg de que ele havia descoberto o método dodecafônico em lugar de tê-lo inventado. De maneira bastante resumida, a questão consiste no seguinte: segundo Webern, os compositores que trabalhavam com o chamado atonalismo livre, a partir de certo momento, começaram a perceber que a repetição de uma nota criava uma espécie de polarização em torno dela, o que poderia ser então evitado tocando todas as outras notas do total cromático antes de voltar àquela nota. Assim, conseguia-se compor com tonalidade suspensa.
Entretanto, faltava uma forma de dar coerência ao discurso musical atonal, uma vez que as relações tonais não mais existiam para dar direcção e ordem ao material harmônico. Isso poderia ser conseguido submetendo a construção da peça a uma série de notas que, regendo a ordem de seu surgimento na obra, daria necessariamenet coerência a ela. Lembrando que o artigo não é sobre dodecafonismo, talvez caiba ainda somente lembrar que, a partir disso, diversos procedimentos poderiam ser aplicados à série, aumentando a variedade de materiais à disposição do compositor. Alguns destes procedimentos, por exemplo, seriam: inversão, retrogradação e retrogradação da inversão da série, construção da peça a partir de motivos extraídos da própria série, etc.Tem que se lembrar também que a série não precisa necessariamente ser enunciada como uma melodia, uma nota após a outra. De facto, isso acontecia frequência relativamente pequena, distribuindo-se as notas da série em oitavas e instrumentos diferentes.
Agora, o ambiente musical parisiense do pós-Segunda Guerra Mundial. Nessa época, um grupo de jovens compositores vinha frequentando as classes de Olivier Messiaen. Este compositor, interessado em procedimentos rítmicos de outras culturas, harmonia modal e modos de transposição limitada, cantos de pássaros e religião, afirmava que o ritmo era o principal elemento da música, utilizando-se de diversas relações numéricas, freqüentemente estabelecidas a partir de parâmetros não musicais ligados a suas preocupações religiosas e humanísticas, para estruturá-lo em suas peças. Embora não usasse propriamente séries para organizar seus complexos procedimentos rítmicos, Messiaen abriu o caminho para que compositores influenciados por sua obra, preocupados principalmente com a estruturação musical e fascinados pela clareza e coerência estrutural das obras de Webern, dessem o passo seguinte.(...) "
O porquê deste desatar de tecnicismos ...
Por nada.
Já dizia o Pedro:"Eu, estou aqui"...
Descobri no serialismo que, apesar da complexidade, faz parte de mim.
Há algum tempo ....
Não consigo conter
As lágrimas que vão em mim
Em que, desilusões atonais
Marcam quase o fim...
Está a chegar
A minha etapa
Vou concretizar..............rrr


sexta-feira, junho 01, 2007
.......

quarta-feira, novembro 29, 2006
Ontem...queria não ter acordado
Ontem queria não ter pensado
O que hoje constato
Queria que fosse amanhã...
Ontem vai ser tudo mais belo
Depois vai ser tudo melhor.
Ontem queria não ter acordado
Ontem não queria estar sem amanhã....
segunda-feira, novembro 13, 2006
Manias... às vezes com taras
1ª mania - Sempre que chego a casa, tenho dois hábitos que já não prenscindo: um é dar um beijo à minha mãe e outro é vestir o pijama. Se, por exemplo, me levanto de manhã e vou sair (nem que seja ao café), chego a casa... e vá de pijama. Se sair 10 vezes ao dia, 10 vezes visto o pijama... (é caso clínico mesmo)!
2ªmania - Jogar dominó sempre que venho à Internet. Passo horas ocupada no msn (a jogar dominó)...risos.
3ª mania - Quando, por alguma razão, me fazem passar do sério, tenho a mania de abrir muito os olhos. Acho que conseguem transmitir todo o pensamento que estou a sentir no momento.
4ª mania - Chegar a casa e tirar tudo da mala... papéis, carteira, outra carteira, os óculos (na minha valise há de tudo) e colocar em cima da mesa. De dentro da pasta, "saco" os restantes papéis e misturo tudo. Arrumo numa gaveta ou no meu sítio do papel. Quando necessito de algum, reviro aquilo tudo.
5ª mania - Sou um Eco-Ponto ambulante. Não jogo nada para o chão. É ver debaixo dos bancos as colecções de marcas de água, de papéis, de livros. Escusado será dizer que quando é dia de limpeza do carrinho, o trabalho é a dobrar...
Agora é a vez de passar a mais alguns o desafio:
- Ruinzolas
-BB
quarta-feira, novembro 08, 2006

ver o que sinto.
Que a música que ouço ao longe seja linda, embora triste, e
que a pessoa que eu amo esteja sempre amada, mesmo que
distante... Porque metade de mim é partir mas a outra é
saudade!
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem
repetidas com fervor, como a única coisa que resta numa pes-
soa inundada de sentimentos... Porque metade de mim é o
que ouço e a outra o que calo!
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na cal-
ma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói
por dentro seja um dia recompensada... Porque metade de
mim é o que penso e a outra metade é o vulcão!
Que o medo da solidão se afaste e o convívio comigo mesma
se torne suportável. Que o espelho reflita no meu rosto um
doce sorriso que eu me lembre de ter dado à minha face...
Porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra
metade....eu não sei.
Que não seja preciso mais que uma simples alegria para me
aquietar o espírito. Que teu silêncio me fale cada vez mais...
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço!
Que a arte aponte uma resposta mesmo que eu não saiba e
que ninguém a tente complicar...Porque é preciso simplicida-
de para fazê-la florescer...Porque metade de mim é o público e a outra metade é a canção!
Que a minha loucura seja perdoada...Porque metade de mim
é amor e a outra....também! "
terça-feira, novembro 07, 2006
Vírus
Pela primeira vez, gostaria de descrever o meu grito : aquele em que não se consegue articular uma palavra, as cordas vocais produzem única e simplesmente um som produzindo este reverberação! É só produzir.Estou a ficar furiosa com a palavra "VÍRUS"... é vírus daqui, para ali, sobre este tema, sobre outro tema! Estou farta!!!
VÍRUS- do Lat. virus
s. m., agente infeccioso inerente a certas doenças contagiosas, sem metabolismo independente e com capacidade de reprodução apenas no interior das células hospedeiras vivas e cuja partícula individual é constituída por ácido nucleico e por uma camada protectora de proteínas;
viro;
fig., princípio ou causa de contágio moral;
Inform., programa informático capaz de se reproduzir a si próprio e de se transferir de um computador para outro, e que pode danificar ou destruir informação e outros programas.
Só a mim! E o mais engraçado é que o rapaz tem um nome giro: trojan msbcs.exe . Como acima supracitei, este aqui PRODUZ de forma messalina e contínua! Estou farta!!!
quarta-feira, outubro 18, 2006
Algemada

Em denegrir o que foi bom
Apenas ressurge a vontade
De querer nada...nada
Quando era criança ambicionei ser alguém
E agora, o que sou?
Mero pedaço de cromossomas, associados um a um
E penetro numa algema fechada...
A vontade impera
Nos desacatos à lei
Onde se degenera
Tudo o que não provei
Renego antes e pós
Os bons sabores
Os licores
A Boémia
E penetro numa algema fechada...
A lua não incandesce
O seu brilho
O Sol brilha como sempre
E não entendo...
Porque é que a sombra perdura?
Porque não me larga?
Aos meus meninos...

Há tanto tempo que por cá não aparecia. Por vezes, não apetece e outras não há vontade...
No entanto, decidi partilhar algo que fiz, em tempos, dedicado aos meus meninos que hão-de ficar alojados em meu coração.
Amor
Quando se despede de alguém
Quando não se teme a ninguém
Explicar o que é amor puro...
Aquele em que não é necessário palavras
Onde o sentir está presente
Quando o olhar nunca se evoca
Quando a tristeza se envolve
Numa breve despedida sem fim
Onde algo de mim
Se inteira... se envolve
Que voa, voa,voa...
Esse sim,o desejo é tanto
Que sinto, meus Queridos
Que nunca vos esquecerei...
terça-feira, setembro 19, 2006
Fragilidade
Há dias em que o cantar da sereia não encanta o pescador. Descontente, vai... parte.
Há dias em que o Inverno teima em ficar. Negoceio um raio de Sol. Esplendoroso, manda abater uma tempestade sinuosa em catadupla.
Há dias que desejava que fosse Primavera...
O texto seguinte encontrei hoje, ao navegar pela net, que ilustra bem o que acabei de descrever...
terça-feira, julho 11, 2006
Adeus Português

Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel de uma velha dor
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver
Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual
Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser
Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente tropeço
de ternura
por ti...
Alexandre O´Neill






